Um levantamento inédito do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), divulgado em julho com data-base de maio de 2025 junto a dados da ANS, traz dados reveladores sobre a mudança no perfil etário dos beneficiários de planos de saúde no Brasil. O cenário evidencia uma clara tendência de envelhecimento da base de usuários, ao mesmo tempo em que há redução expressiva na presença de crianças e jovens. Mas o que está por trás dessa movimentação e quais implicações ela traz para o setor?
Mais idosos, menos crianças: a nova cara da saúde suplementar
Entre maio de 2024 e maio de 2025, o número total de beneficiários de planos médico-hospitalares cresceu 2,2%. Esse avanço, no entanto, não foi homogêneo entre os diferentes perfis etários:
- Redução no número de beneficiários até 4 anos, com impacto relevante no total de vínculos;
- Crescimento expressivo entre adultos de meia-idade e idosos, com destaque para a faixa acima dos 59 anos.
O saldo revela uma carteira progressivamente mais envelhecida.
Planos coletivos empresariais puxam crescimento
O crescimento do mercado foi sustentado quase exclusivamente pelos planos coletivos empresariais, que mostraram alta consistente em praticamente todas as faixas etárias. Em contrapartida, outras modalidades tiveram desempenho negativo:
- Planos individuais ou familiares: retração entre jovens e adultos, com leve alta entre idosos;
- Planos coletivos por adesão: queda em todas as faixas etárias;
- Coletivos empresariais: crescimento contínuo, especialmente entre adultos e idosos.
Impactos e desafios para o setor de saúde
O envelhecimento da base de beneficiários impõe novos desafios à saúde suplementar. O aumento da proporção de idosos tende a elevar os custos assistenciais, uma vez que essa faixa demanda mais serviços médicos e hospitalares. Além disso:
- A sinistralidade tende a crescer, pressionando operadoras por reajustes mais agressivos;
- A sustentabilidade dos planos depende de um equilíbrio etário que parece cada vez mais distante;
- Operadoras precisarão repensar produtos, precificação e prevenção para manter a viabilidade.
O que esperar daqui para frente?
Com o Brasil em processo acelerado de envelhecimento populacional, a saúde suplementar reflete – e amplifica – essa transição demográfica. O estudo do IESS sinaliza a urgência de repensar modelos assistenciais e estratégias de precificação para garantir a perenidade do setor. Enquanto o número de crianças e jovens recua, a saúde privada se vê cada vez mais voltada para atender um público mais velho, exigente e com necessidades crescentes.
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