Satisfação Recorde e Custo: O Censo da Saúde Suplementar que Define a Estratégia de 2025

A saúde suplementar brasileira consolida sua trajetória de valor, com a satisfação do beneficiário atingindo seu melhor índice histórico. No entanto, por trás da alta fidelidade, o mercado enfrenta a urgência de transpor a principal barreira para a universalização do acesso: o custo.

Estes são os principais achados da pesquisa IESS/Vox Populi (Outubro/2025), um diagnóstico robusto sobre a percepção de valor, uso e intenção de adesão aos planos de saúde e odontológicos no país. O estudo, que entrevistou 3.200 pessoas em oito regiões metropolitanas, aponta para um novo ciclo estratégico no setor. A seguir, detalhamos os indicadores que devem nortear as decisões de operadoras e gestores.

O Barômetro da Fidelidade: Satisfação e Recomendação em Alta Histórica

A percepção de segurança em caso de emergência ou para o cuidado familiar é a principal justificativa para ter um plano de saúde, traduzindo-se em indicadores de fidelidade que nunca estiveram tão elevados.

  • Satisfação Geral com o Plano de Saúde: Alcançou 85% em 2025 (somatório de “Muito satisfeito” e “Satisfeito”), o pico na série histórica. O Rio de Janeiro se destaca com 93% de satisfação.
  • Recomendação e Intenção de Manter: Em linha com a satisfação, o percentual de recomendação é de 88,3% , e a intenção de manter o plano é de 94,8%, o melhor desempenho da série histórica.
  • Uso e Essencialidade: A utilização dos serviços é alta, com consultas médicas (84%) e exames diagnósticos (85%) sendo os mais utilizados nos últimos 12 meses. A imagem de “ser essencial para quem tem filhos pequenos” atinge 99% de concordância.
  • A Evolução do Plano Corporativo: O plano corporativo se consolida, representando 59% dos planos de saúde e registrando um crescimento significativo (4p.p.) em 2025. A média de tempo de uso do plano atual é de 7 anos.

A Urgência do Custo: O Desejo dos Não Beneficiários

O mercado potencial é vasto, mas a barreira econômica impede a adesão. A pesquisa demonstra que o problema não é a falta de desejo, mas sim a viabilidade financeira.

  • Importância e Desejo de Ter: 85% dos não beneficiários consideram importante ou muito importante ter um plano de saúde. O desejo de adesão é grande, com 61% expressando interesse em ter um plano.
  • Os Obstáculos Finais: Os principais motivos para a não adesão são o preço muito alto (53%) e a falta de condições financeiras (49%).
  • As Motivações de Adesão: Os não beneficiários buscam, principalmente, Rapidez e facilidade para consultas (51%) e Atendimento mais rápido (44%).
  • O Plano Perdido: Entre aqueles que já tiveram, 32% perderam o plano por terem saído da empresa.

A Estratégia de Novos Produtos: Oportunidade na Cobertura Parcial

Para que a Saúde Suplementar consiga absorver a demanda do público de baixa renda, a inovação em produtos se torna imperativa.

  • Abertura para o Parcial: 38% dos não beneficiários demonstram interesse em aderir a um plano mais barato que cubra consultas e exames, mesmo que sem cirurgias e internações.
  • Maior Interesse Regional: A abertura para essa modalidade é maior nas Regiões Metropolitanas de Porto Alegre, onde 51% (Com certeza + Provavelmente) teriam o plano, seguida por Brasília (49%) e Belo Horizonte (48%).

Radiografia do Consumidor: Renda e Escolaridade Detalham o Perfil

A segmentação dos perfis é clara, com o beneficiário demonstrando maior estabilidade financeira e nível educacional, o que confirma a interdependência entre acesso à saúde suplementar e fatores socioeconômicos.

  • Renda Familiar x Acesso: A grande maioria dos não beneficiários (70%) está na faixa de renda de até 2 Salários Mínimos (SM) , enquanto os beneficiários se distribuem mais nas faixas acima: 20% têm renda familiar superior a 5 SM.
  • Nível Educacional: A escolaridade é um fator distintivo: 21% dos beneficiários têm nível superior, contra apenas 8% dos não beneficiários.

O mercado de Saúde Suplementar está mais forte do que nunca na percepção de quem o utiliza, com uma satisfação e fidelidade inabaláveis. O desafio estratégico, contudo, reside em romper a barreira do custo para converter o alto desejo de adesão dos não beneficiários em crescimento real. A demanda clara por novos modelos de produtos, como os planos parciais, exige que as operadoras e gestoras revisitem suas estratégias de precificação e ampliação de portfólio. A XVI Finance está pronta para auxiliar sua operadora a desenhar modelos de negócios inovadores e planos diretores que capitalizem essas oportunidades, garantindo a expansão sustentável do acesso à saúde no Brasil.

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