ANS: Sinistralidade cai a menor nível desde 2017; Hapvida e SULA lideram recuperação

ANS: Sinistralidade cai a menor nível desde 2017; Hapvida e SULA lideram recuperação

O mercado de operadoras de planos de saúde atingiu, pela primeira vez, uma sinistralidade média inferior ao patamar mais baixo registrado antes da pandemia. Este novo marco revela avanços relevantes na eficiência operacional e no controle de custos do setor, com destaque para Hapvida, SulAmérica, Amil e Bradesco.

Redução consistente da sinistralidade: um novo patamar de desempenho

De acordo com os dados da ANS analisados pela XP, a sinistralidade média do setor nos últimos 12 meses (LTM) caiu para 82,5% no 1T25, representando:

  • uma queda de 80 pontos-base em relação ao 4T24;
  • uma queda de 220 pontos-base na comparação anual;
  • o menor nível desde o período pré-pandêmico (2017–2019), que tinha como piso histórico 83,1%.

Esse movimento reflete um conjunto de estratégias adotadas pelas operadoras para aumentar a rentabilidade:

  • Reajustes de preços substanciais nos últimos ciclos;
  • Combate a fraudes e desperdícios assistenciais;
  • Redução do uso inadequado dos serviços;
  • Revisão das redes de prestadores terceiros, com foco em verticalização e eficiência.

Destaques operacionais: quem está liderando a recuperação?

As operadoras Hapvida e SulAmérica seguem entre os principais destaques positivos do setor:

Hapvida (HAPV)

A companhia registrou reduções significativas na sinistralidade:

  • Operadoras originais da Hapvida: -600 pontos-base em 12 meses;
  • Operadoras legadas do NDI: -500 pontos-base no mesmo período.

A expectativa é que os ativos herdados do NDI sejam a principal alavanca de melhora nos próximos trimestres, com a integração sistêmica mais avançada e adoção de práticas de controle similares à matriz.

SulAmérica (SULA)

A principal operadora do grupo também reduziu sua sinistralidade em -200 pontos-base, em linha com os resultados divulgados do 1T25. A empresa apresenta boas perspectivas para os próximos trimestres, combinando ganhos operacionais e crescimento líquido de beneficiários.

  • Melhorias consistentes: ambas operadoras seguem mostrando resiliência e ganho de eficiência;3
  • Impulso de crescimento: a expansão líquida de beneficiários no trimestre reforça a solidez das estratégias.

Estratégias financeiras: lucros impulsionados por gestão de caixa

Mesmo em um cenário ainda desafiador, a manutenção de posições elevadas de caixa tem contribuído diretamente para o resultado financeiro de muitas operadoras. Com as taxas de juros elevadas, os saldos aplicados geraram ganhos relevantes.

Além disso, algumas operadoras adotaram medidas para preservar o fluxo de caixa operacional, como:

  • Adiamento de autorizações de procedimentos;
  • Postergamento de pagamentos a prestadores;
  • Aumento do índice de glosas.

Amil e Bradesco em destaque; CNU com desempenho negativo

Entre os principais players analisados, Amil e Bradesco se destacaram como as operadoras com maiores ganhos na sinistralidade e nos lucros no trimestre. Por outro lado, a Central Nacional Unimed (CNU) foi o destaque negativo, com piora significativa nos resultados.

  • Amil e Bradesco: reforçam sua posição com forte disciplina financeira e operacional.
  • CNU: resultados negativos chamam atenção e exigem revisão estratégica.

Considerações Finais

Os dados divulgados pela ANS sinalizam uma virada estratégica no setor de saúde suplementar. A redução da sinistralidade para níveis inferiores ao pré-pandêmico mostra que as medidas adotadas pelas operadoras estão surtindo efeito. Combinadas ao ganho de escala, digitalização e maior controle de rede, essas iniciativas podem consolidar um novo padrão de sustentabilidade para o setor.

A equipe da XVI Finance segue acompanhando os movimentos do mercado com atenção, apoiando operadoras e instituições de saúde na leitura estratégica dos indicadores e na tomada de decisões orientadas por dados.

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